Todos engajados no combate á violência contra elas

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Arquitetas que assinam a Sala do Artista fazem parceria com Siron Franco na luta pelo fim da violência contra a mulher em Goiás. No próximo dia 7 de junho será realizado um coquetel no ambiente da Casa Cor Goiás para o artista entregar a doação ao Cevam.

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A notícia do estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro chocou e chamou a atenção de mulheres de todo o Brasil e até de parte do mundo ocidental. Cada detalhe divulgado da investigação reflete em mais espanto de uma realidade ainda velada em pleno século XXI. Da mesma forma que a jovem de 16 anos, outras milhares de mulheres continuam sendo vítimas de violência sexual todos os anos. Para ter ideia, dados divulgados pelo Centro de Valorização da Mulher Consuelo Nasser (Cevam), só em Goiás, nos últimos três anos foram notificados mais de 2.800 casos de estupro. Ainda de acordo com o Cevam, o índice teve um aumento de 36,9% de 2013 a 2015, sendo apenas um dos vários tipos de crimes que atingem a mulheres.

Os dados assustam, mas também estão mobilizando a sociedade no engajamento na luta para a mudança dessa realidade. Na noite do próximo dia 7 de junho as arquitetas Andréia Spessatto e   Náira Sá, em parceria com a psicóloga Auriane Rissi, vão realizar um coquetel na Sala do Artista da Casa Cor Goiás para receber Siron Franco e a direção do Cevam. Essa será a primeira visita do artista no ambiente projetado para homenageá-lo. Na oportunidade Siron Franco vai doar uma de suas obras de arte, a tela  ‘Cotidiano’, para o Centro de Valorização da Mulher. A expectativa é que a obra de arte possa ser revertida em recursos para ajudar na manutenção da casa de acolhimento às mulheres vítimas de violência no Estado.

As arquitetas Náira Sá e Andréia Spessatto  consideram que o evento traz uma dimensão social para a mostra de arquitetura, especialmente em um momento em que a sociedade está sensibilizada. “Apoiar o Cevam é uma das formas que encontramos de reforçar essa causa, pois infelizmente há mulheres que sofrem atos de violência no ambiente doméstico e precisam de um lugar seguro para saírem dessa situação”, garante a arquiteta Andreia Spessatto. A também arquiteta Náira Sá completa ainda. “Significa que estamos em uma mesma sintonia. Todos queremos uma mudança de cultura”, complementa.

O artista plástico Siron Franco explica que a doação da tela ao Cevam não foi por acaso. De acordo com ele, a obra tem a intenção de mostrar o absurdo do cotidiano na contemporaneidade, onde a mulher é posta como uma alusão de toda a violência pela qual tem sofrido. “É o retrato do pesadelo de muitas delas, algo que a sociedade não tem percebido. Espero de alguma forma que esse gesto ajude a amenizar a situação de ao menos algumas delas, que são assistidas pelo Cevam”, explica. Maria Cecília Machado, voluntária do Cevam há 15 anos, conta que Siron Franco é um apoiador assíduo de causas como a apoiada pela ONG, que buscam combater a violência. “Hoje, a instituição necessita de no minimo R$ 50mil para se manter mensalmente com os gastos fixos”, ressalta.

Sobre a Sala do Artista

O ambiente  une o estilo urbano dos lofts novaiorquinos ao charme vintage.  Em 35 m², o layout faz demarcações bem definidas para os diferentes usos – trabalho, estar, jantar e contemplação. Uma das peças coringas do ambiente é  o sofá Tonico, da década de 1960, do designer Sérgio Rodrigues da Cunha, em tons em alaranjado e beje.

Sobre o Cevam

O Centro de Valorização da Mulher (Cevam) tem como objetivo acolher mulheres em situação de risco, garantindo seus direitos e oferecendo assistência social, psicológica e jurídica a elas e seus filhos. Busca promover estudos sobre a condição feminina em Goiás, mobilizar as mulheres em uma frente ampla contra a violência, as discriminações e os preconceitos pelos quais elas sofrem. Segundo a ONG, são assistidas cerca de 70 mulheres por mês. A instituição se mantem de doações da população e de parceiros, como empresas privadas.

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