Leo Young fala de sua nova paixão, a gastronomia!

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Por Nayara Reis

O empresário Leonardo Young, mestiço de chinês com austríaco, mas natural de São Paulo SP,   foi vencedor da terceira edição do talent show de culinária Master Chef Brasil. Hoje, ele se dedica a nova carreira como chef de cozinha e aos planos e sonhos para o futuro, todos relacionados ao mercado gastronômico.

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Para embrenhar-se em meio a gastronomia é preciso mais do que vontade, um lugar onde o amadorismo não entra. Um dos chefs que provaram seu valor e, inclusive, foi o ganhador da terceira edição do Master Chef Brasil, é paulista Leonardo Young. Mestiço de chinês com austríaco, Leonardo nasceu e mora em São Paulo. Incentivado pelos pais, o empresário cozinha desde criança e descobriu sua paixão pela gastronomia quando começou a cozinhar pra valer aos 20 anos de idade, quando foi morar sozinho fora do Brasil. Passou um ano na Tailândia e quatro meses na China, período no qual conheceu mais profundamente a gastronomia asiática.

De volta ao Brasil, Leo retomou o curso de administração e iniciou sua carreira no mercado financeiro. Em 2008, assumiu o negócio da família, uma editora de livros e revistas, por onde ficou sete anos e fez com que descobrisse sua vocação como empresário. No início de 2016 decidiu mudar radicalmente seus rumos profissionais e unir sua paixão pela gastronomia com o trabalho de empresário.
Com o objetivo de ter o seu próprio negócio no ramo, se inscreveu no MasterChef Brasil, programa que já era fã desde a primeira temporada. Organizado e detalhista, seu ponto forte na cozinha são os frutos do mar. Com raízes na gastronomia oriental e asiática, shoyu e arroz não faltam em sua cozinha. O segredo, para ele, é cozinhar com paixão. Hoje, seu maior sonho é ter um negócio próprio no ramo da gastronomia, não necessariamente um restaurante.
Hoje, Leonardo se dedica a vários projetos. Entre eles estão: eventos de gastronomia e apresentação da Prévia do MasterChef na Band. “Na sequência, pretendo fazer o curso que ganhei no Le Cordon Bleu e abrir o meu próprio negócio no ramo da gastronomia”, conta.
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No Brasil

A culinária brasileira existe há mais de 500 anos, resultado de uma grande mistura de tradições, gostos e temperos, bem como os brasileiros. Já no que tange a gastronomia local, Leonardo enxerga uma evolução. “Acho que essa evolução também se dá graças ao trabalho incrível de alguns chef’s, como Alex Atala, que “exportam” a nossa cultura mundo afora através de palestras, eventos de gastronomia e documentários. Além disso, a recente chegada do consagrado Guia Michelin ao Brasil em 2015, contribuiu muito para elevar o País a outro patamar no universo gastronômico”, ressalta.
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Ele avalia que as tendências na gastronomia, bem como em qualquer segmento fazem parte do dia a dia. “Acredito que elas colaboram para atingir um “consenso” ideológico, e dessa maneira todos remam na mesma direção”, diz. No caso do Brasil, ele lembra que quanto mais os chef’s trabalharem de maneira unificada e colaborativa, expondo a gastronomia e ingredientes regionais únicos mundo afora, mais haverá avanço. Um desses ingredientes é o goiano pequi. “Não só conheço o fruto pequi como acho uma delícia. Prepararia um “arroz de pato com pequi”, avalia.
Ao descrever a representatividade da cozinha em sua vida, ele cita três palavras: Paixão, dedicação e arte. “Na cozinha eu sou concentrado, calmo, detalhista e muito organizado”, diz. O trabalho como chef de cozinha tem ganhado mais visibilidade, para Young isso também é devido ao caminho incrível percorrido por alguns chefs premiados – sejam eles renomados, como Alex Atala, ou da nova geração, como o chef Rafa Costa e Silva. “Esses profissionais têm sido responsáveis por esse destaque.  O programa MasterChef também contribuiu muito para esse glamour”, esclarece.

Para Leonardo o mercado para esses profissionais não é diferente dos demais, sendo assim, aqueles que se dedicam e fazem acontecer conseguem reconhecimento e bons ganhos. “O melhor mercado para ter sucesso é aquele em que se encontra uma boa demanda para o que se oferece, entregando ao cliente um bom custo-benefício, inovação e um excelente atendimento”, frisa. Ele por exemplo é uma pessoa calma e organizada, mesmo com a correria da cozinha. E fala um pouco do seu estilo. “Gosto muito da parte artística da cozinha, então sempre prezo muito pelo corte dos ingredientes e apresentação moderna dos meus pratos”, diz.

Master Chef

Leonardo Young conta que ao tomar a decisão de entrar no MasterChef já tinha a certeza do caminho a ser percorrido, foi quando definiu sua nova carreira, a de chef de cozinha. “Deixei o programa com a mesma certeza, não devido ao título MasterChef que conquistei, mas sim por ter colocado meu gosto pela cozinha à prova com muita pressão sem afetar meu apreço pela gastronomia. Nada melhor do que unir uma paixão com o trabalho”, esclarece.
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Para aqueles que desejam entrar na cozinha MasterChef, ele deixa o conselho. “Tem que ter como pré requisito muita dedicação nos estudos (teórico e prático) e muito equilíbrio emocional para suportar toda pressão”, diz. Ele lembra que a fama de jogador ele tinha com alguns dos competidores, no entanto, não o afetava, afinal não concordava com esse rótulo. “Fui o que menos torci contra ou “olhei” para a panela alheia. Queria vencer com o meu sucesso, e não com o fracasso do meu colega.”

Ele explica que um dos maiores aprendizados que teve  com a competição foi o amadurecimento mental e emocional. “O programa é um teste para cardíaco e o mais incrível é que muitas vezes as provas exigem mais do seu lado emocional do que técnico em gastronomia. Nem sempre o melhor cozinheiro vencia as provas, mas sim o mais bem preparado e equilibrado naquele dia”, esclarece.

Léo Young antes do MasterChef não tinha certeza que era bom na cozinha e que conseguiria enfrentar tantos desafios. “Como sou muito detalhista e perfeccionista, não sabia se conseguiria administrar o tempo curto das provas.  O Léo Young após o programa é uma pessoa muito mais madura e que hoje consegue contornar as adversidades  de maneira mais segura e precisa. E claro, hoje tenho certeza que que cozinho bem!”, finaliza.

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