A exposição, que marca a primeira abertura de evento do ano na AM, concentra-se em trazer, de forma inédita, um conjunto consistente de trabalhos da artista mineira. Ao dissecar o cotidiano e encontrar nele a possibilidade de redenção, Marinalva procura na pintura o compromisso de esboçar mundos mais modestos e propensos ao acidente. A partir do encontro entre uma tinta liquefeita e campos chapados de cor, a produção da artista se edifica em certa geometria irregular que fareja os ruídos do passado e do futuro na totalidade que define o presente. Ao passo em que as obras reivindicam ao mundo que se imponha sobre um controle regrado e neurótico da vida, funcionam como estalos do agora sobre a expectativa cristalina do que foi e do que será.
O bate-papo acontece no sábado (22), às 11h, na sede de São Paulo da AM Galeria.


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